Sobre o azul das cadeiras Um ágil miosótis saltita Alinha livros, limpa prateleiras Cujos meneios são mil maneiras De pôr o pó fora dessa palafita.
Aldeia dos lótus em flor Siando à tona do olhar Brancos, porém criando vida e cor No horizonte desse teimoso leitor Que decifra sentidos no imaginar.
Repõe a ordem nos fugitivos Expulsa os intrusos do lugar E se alguns são mais activos Dá-lhes refrega e põe-nos cativos Ordenando-lhes a onde ficar.
É autoritária esta serviçal Dominadora perante residentes Exigindo aos súbditos renitentes Que assumam a sua posição real Na estante, antes que lhe suceda mal.
E eles, livros perdidos, em jeito cru Submissos, intérpretes do conhecimento Acatam a catalogação em CDU Como soldados em missão na ONU Ou em serviço maior do seu regimento...
Tu prà'qui, tu prà'li, em fila, marchando Pondo acerto no passo e tino nas maneiras Que aqui, ao alto subida nestas cadeiras Não há outras leis nem demais fronteiras Pois que aqui, sou eu quem mais mando.
E perante essa razão incontornável Sobre aqueles na reticência activos Eis que Arina, o Sol da tarde perscrutável Assume por momentos As semelhanças e movimentos De uma arrumadora de livros!
Décimo Sétimo Cálice
ResponderEliminarSobre o azul das cadeiras
Um ágil miosótis saltita
Alinha livros, limpa prateleiras
Cujos meneios são mil maneiras
De pôr o pó fora dessa palafita.
Aldeia dos lótus em flor
Siando à tona do olhar
Brancos, porém criando vida e cor
No horizonte desse teimoso leitor
Que decifra sentidos no imaginar.
Repõe a ordem nos fugitivos
Expulsa os intrusos do lugar
E se alguns são mais activos
Dá-lhes refrega e põe-nos cativos
Ordenando-lhes a onde ficar.
É autoritária esta serviçal
Dominadora perante residentes
Exigindo aos súbditos renitentes
Que assumam a sua posição real
Na estante, antes que lhe suceda mal.
E eles, livros perdidos, em jeito cru
Submissos, intérpretes do conhecimento
Acatam a catalogação em CDU
Como soldados em missão na ONU
Ou em serviço maior do seu regimento...
Tu prà'qui, tu prà'li, em fila, marchando
Pondo acerto no passo e tino nas maneiras
Que aqui, ao alto subida nestas cadeiras
Não há outras leis nem demais fronteiras
Pois que aqui, sou eu quem mais mando.
E perante essa razão incontornável
Sobre aqueles na reticência activos
Eis que Arina, o Sol da tarde perscrutável
Assume por momentos
As semelhanças e movimentos
De uma arrumadora de livros!
Gostei, Em@
ResponderEliminarO eterno peregrinar dos passos empurrados pela sombra que os prende ao chão da memória em sonhos e fantasmas.
Abraço
Reencontros, instantes revividos. Depois tudo acaba, porque tudo passou, e nós somos gente de muitos mais anos!
ResponderEliminarBeijinho de chicoronha.
Gostei muito, Em@. A nossa realidade em palavras de emoção.
ResponderEliminarJ.Maria Castanho,
ResponderEliminarmuito obrigada por ter deixado aqui este belíssimo poema.
gostei muito.
beijo
Jad:
ResponderEliminareste será o nosso "karma"...
beijo ou abraço
Dudú:
ResponderEliminaré isso mesmo, minha querida.
a realidade suplanta-nos.
beijinho de chicoronha.
já te disse que fizeste lá falta,não disse?
Jasmim, bem-vinda(o).
ResponderEliminarPoisé, à moda angolana!