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sexta-feira, 5 de março de 2010

Bullying - III

"OS 10 FACTOS MAIS IMPORTANTES ACERCA DO BULLYING"
7 - Podemos trabalhar em conjunto para encontrar soluções
As situações em que o bullying ocorre envolvem algum tipo de conflito.

Todos nós, incluindo as crianças e os jovens, devemos saber gerir o conflito. Ora as crianças e os jovens devem aprender a gerir o mesmo, assim como aprender as competências para a sua resolução. Este pode ser o caminho para ajudar a prevenir o desenvolvimento deste fenómeno.
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As escolas podem criar um ambiente em que a livre escolha saudável seja encorajada.

A fórmula RDR pode fazer a diferença no ambiente escolar :

Regras - Os pais e a equipa de profissionais que trabalha na escola devem demonstrar que são eles que mandam e que não tolerarão que um aluno magoe outro aluno, tanto física como psicologicamente.
Direitos - Todos os alunos têm o direito a não serem magoados e o direito a um ambiente seguro.
Responsabilidades - Os educadores devem ser responsáveis por um melhor supervisão e uma monitorização mais vigilante do comportamento dos estudantes.
Ao eliminar o medo das vidas dos alunos, os professores serão capazes de ensinar de maneira + eficiente.
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Os alunos devem ser responsáveis por respeitar os seus direitos e os dos seus companheiros.
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Envolver toda a comunidade educativa (e envolvente): pais, professores, funcionários, direcção da escola,alunos é imprescindível para terminar com a violência nas escola.

A pessoa mais importante a ser incluída neste programa deve ser o(a) Director(a) da Escola e a seguir a equipa de profissionais da escola

Quanto maior for o número de pais, professores e membros da comunidade envolvidos nesta sensibilização mais saudável será o ambiente da escola.

Alunos Mediadores (na minha opinião uma das peças chave)
A mediação dos pares é muito importante e já foi utilizada por muitas culturas.

Todos os alunos podem ser treinados para mediadores - aqueles que ajudarão os colegas a resolver as suas diferenças, conduzindo-os ao longo de etapas ou de acordo com um plano de mediação.
Pode-se começar com um grupo menor de mediadores, mas o ideal é treinar tdos os alunos.

Exemplo de um plano com uma série de etapas de mediação (serve também para treino dos adultos...)
O mediador deve levar os colegas a seguirem estes passos:
1 - Relaxa -
Afasta-te um pouco do teu problema.
Admite o que sentes.
2 - Opta por resolveres os teus problemas -
Deixa que a outra pessoa saiba que aceitas falar sobre o assunto.
Mantém-te calmo e não tornes o problema mais complicado.
3- Partilha os teus sentimentos -
Fala sobre a situação.
Sê honesto(a) e diz o que na realidade sentes.
Usa frases começadas por "eu".
Responde a qualquer pergunta que a outra pessoa te queira pôr.
4 - Escuta -
Sem interromperes.
Ouve a outra pessoa tem para dizer.
Quando ela tiver terminado podes fazer algumas perguntas.
5 - Encontra uma solução -
Em conjunto cheguem a um acordo quanto à forma de resolver o problema. Depois ponham em prática o que foi acordado.
6 - Faz um plano para o futuro -
Reflecte sobre quais as melhores formas de lidar com a situação caso volte a surgir.
Compromete-te a pôr em prática uma dessas ideias da próxima vez que for necessário...
"Tudo nos pode ser retirado excepto uma coisa - que é a última das liberdades humanas - a escolha da atitude a tomar, em cada conjunto de circunstâncias, a escolha do próprio caminho."
Viktor Frankl
(sobrevivente do Holocausto)
O treino da assertividade, a educação do carácter e uma abordagem consistente e organizada a disciplina são essenciais para acabar com o bullying.Os adultos têm que ser firmes e não desvalorizar ou pôr paninhos quentes em situações de bullying.

Bullying - II


"OS 10 FACTOS MAIS IMPORTANTES ACERCA DO BULLYING"
3 - Qualquer criança pode ser uma vítima.
As crianças são vítimas de bullying devido à sua aparência física, aos seus maneirismos, ou simplesmente porque não se "encaixam".
As crianças portadoras de uma deficiência ou de uma doença crónica são alvos comuns.
Outras vítimas são as crianças cujos pais são demasiado protectores ou dominadores.
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As vítimas podem ser:
- passivas (ansiosas e inseguras)
- provocadoras (irrequietas e facilmente irritáveis)
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As vítimas provocadoras podem vir a tornar-se, futuramente, bullies.
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Há um outro grupo de crianças vítimas de bullying, mas por motivos diferente.São as crianças talentosas ou populares. Comummente apelidadas de "graxistas". O que motiva o bullying é a inveja e provocam-nas no sentido de as levarem a mudar de comportamento e de deixarem de ter sucesso nos estudos.
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As vítimas mais massacradas são menos propensas à resistência e tendem a recompensar os seus agressores, fisicamente, dando-lhes dinheiro ou objectos de valor ou emocionalmente, chorando.
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O que sentem as vítimas:
- a curto prazo : assustam-se, sentem-se solitárias e arranjam maneira de fugir a situações em que possam ser molestadas.
- a longo prazo: há uma baixa de auto-estima e o seu rendimento escolar desce; algumas vítimas começam a acreditar que merecem ser agredidas (tal como na violência doméstica) e outras desenvolvem uma mentalidade de vítima.

As crianças vítimas de bullying apresentam um maior risco de depressão e de suicídio do que os seus pares. Podem ver o suicídio como o único meio de fuga.
Estes tipos de vítima precisam de ajuda de um terapeuta.
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4 - O bullying não é um problema moderno
Este fenómeno não é novo nas escolas.
Já é referenciado no romance inglês Tom Brown's School Days que retrata os anos 50 do séc. XIX.
Ignorar este problema não o fará desaparecer.
Para o erradicar , primeiro é preciso reconhecer-se a sua existência e depois tomarem -se medidas para o prevenir.
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5 - O bullying afecta todos
- As crianças que assistem a actos de bullying têm medo de se manifestar porque fazem espelho da situação.
- As vítimas podem ser rejeitadas pelos colegas como se fossem portadoras de doença.
- Muitas da crianças que assistem a fenómenos de bullying reagem da mesma forma que as vítimas - tentam evitar a situação e chegam a desenvolver sintomas psicossomáticos: dores de cabeça, estômago e outros.
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A ociosidade, o absentismo e a fuga à escolaridade podem ser encorajadas por ambientes de bullying.
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Muitas crianças tendem a culpar as vítimas, porque tal como os adultos, acreditam que as coisas más não acontecem às pessoas boas.
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Nem todas as crianças ignoram os maus tratos infligidos aos seus pares, mas a sua intervenção pode ter um elevado custo, pois podem sofrer represálias.
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6 - O bullying é um problema grave
Os bullies não vêem as outras pessoas enquanto pessoas e não conseguem compreender as consequências das suas próprias acções e justificam-nas muitas vezes como brincadeiras.
"A diferença entre a provocação lúdica, a provocação que magoa, o bullying e o abuso nem sempre é clara. Como muita da dor causada pela agressão é emocional ou social é menos evidente do que a resultante de um corte ou de uma contusão. " Uma vítima pode estar em grande sofrimento sem apresentar uma ferida visível.
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Todos nós sabemos que as palavras podem magoar, daí que os peritos sugiram que se evitem metáforas de violência (murro no estômago, chapada de luva branca por ex) nos actos de comunicação.

"A violência tem sido um problema na nossa cidade desde há muito tempo e nos últimos anos penetrou nas nossas escolas. Algumas escolas chegaram a instalar detectores de metais com a esperança de deter a violência. Mas as armas não são o único problema. Nenhum detector de metais existente à face da Terra pode impedir as pessoas de trazer o medo, os preconceitos e o conflito de regresso às ruas, às três horas da tarde"
Palavras de um aluno de Nova Iorque,
in Waging Peace in Our Schools, de Linda Lantieri e Janet Patti (Boston: Beacon Press, 1996)
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(cont.