Bem-vindo(a) - Bienvenido(a) - Welcome - Willkommen - Benvenuto(a) - Bienvenu(e)

Mostrar mensagens com a etiqueta Violência Doméstica. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Violência Doméstica. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Dos Outros : Um Poema da Minha Amiga Andrea De Godoy Neto

(clicar em cima da imagem para ler com mais conforto)


Nota 1
:
Retirado, com autorização da autora, daqui.
A Andrea, é uma amiga, virtual é certo, mas a minha intuição diz-me que a posso considerar assim, mais do que uma conhecida da blogosfera.
Sou leitora assídua do seu blog(ue) ,que recomendo, pela sua sensibilidade e qualidade.
Assim, poderá ler mais poemas de Andrea de Godoy Neto em Olhar em Versos e Inversos
(Under Creative Commons License: Attribution Non-Commercial No Derivatives)
Muitos thankiús, Andrea.
Beijo no <3>

terça-feira, 25 de maio de 2010

Diga Não À Violência Doméstica

Continuando  a campanha contra a violência doméstica, dou mais visibilidade ao  texto, de sua autoria, que a Sylvia Araújo deixou no comentário que fez ao anterior post.
Muito obrigada Syl, pela sua partilha.Assim, aos poucos, tornaremos esta campanha maior e quem sabe se mais alguém quererá contribuir para a mesma?
Muaaak!

Enganos

Rose sofre. Chega do trabalho esgotada e, magicamente, transforma vinte minutos em horas. Horas de limpar, cozinhar e se perfumar, até virar a mais linda das flores em tempos de seca. Quando Aderbal passa o cartão de ponto no centro da cidade, ela já está a caminho de casa - suando em bicas, até em dia de frio - porque ai dela se o ônibus lotado atrasar minutos, e a mesa não estiver posta sobre a mais alva das toalhas, herdada da sogra já ida. Ele chega invariavelmente irritado, e ela - de sorriso pronto - já lhe tira a camisa suada, ao mesmo tempo em que lhe enche uma das mãos com o destilado do dia. O boa noite, assim como o afago nos ombros, é sempre mão única. Ela oferece, ele grunhe. Só existem palavras não-ditas na sala, vindas do eco vazio da tevê preto e branco de antena quebrada. Um misto de frases de efeito e chiado agressivo, que Aderbal leva pro banho e arrasta descalço pra cama. Rose deita ao seu lado todos os dias sabendo que a ferida mal cicatrizada do ontem vai voltar a sangrar. Ele monta nela e lhe cospe impropérios, enquanto afunda os nós dos dedos no roxo claro das costelas, até ele escurecer e ficar quase bordô - pelo menos ali a camisa encobre os enganos. Em resposta ao dedo em riste do marido triste, Rose oferece sempre seu menor verso. E a si mesma, sua maior dor. A de nunca poder ser quem é. A de nunca conhecer o amor.


Sylvia Araujo

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Diz Não à Violência Doméstica

Há dias iniciei uma campanha contra a violência doméstica. 
Acontece que a Pedrasnuas postou um conto da sua autoria que foca este mesmo problema. Porque gostei do conto, porque o tema é mais do que pertinente, porque gosto da partilha e ela autorizou-me a reblogá-lo vou tentar usar, novamente, uma ferramenta do blogger que nunca usei antes. Disse "novamente" porque há bocado não me saí bem...

***
Libertação

- Mãe, não chore, daqui a algum tempo estarei de volta…
- Oh filha, eu sei, mas isto não deixa de ser uma despedida…
- Mãe nem sei como hei-de agradecer tudo o que tem feito por mim…
- Tolinha, a minha recompensa é ver-te feliz na vida!
- Espere mãe, diga-me, ambas estamos a ver o Johnny aqui?!
- Não acredito, talvez veio despedir-se de algum familiar! Ignora-o simplesmente!
- Ele está parado a observar-me…hum, que pretende agora?
- Esquece-o, nem repares nele, não merece!
- Bem mãe, tenho mesmo que ir… ei… Nós prometemos não chorar, senão eu começo também…
- Vai lá, boa viagem! Qualquer coisa não me poupes…
- Para onde é a ida, Jackie?
- Já há algum tempo que a minha vida não te diz respeito!
- Para mim diz, casamos pela igreja, isso quer dizer que a relação é insolúvel!
- A igreja também fala das obrigações e deveres do marido para com a esposa, e judicialmente estamos separados…
- A culpa foi, é e será sempre minha, eu nunca tenho razão! Tu sabes tudo…
- Agora não, a minha paciência já se esgotou, deixa-me passar, está bem?
- Isso, foge, foge para longe das tuas obrigações! Um dia voltas e eu vou estar aqui para te lembrar…
- Eu não estou fugindo de nada e muito menos de ti, pretendo realizar o meu trabalho de investigação, vou continuar os estudos, uma vez que os interrompi por tua causa…

domingo, 16 de maio de 2010

NÃO À VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

Desenho de Em@
(sépia, carvão,sanguínea)
©


À
.

Violência Doméstica
i
z
.
↓
.
NÃO
↓
.
NÃO
<---
NÃO ---> NÃO
.
↓
.
NÃO


Desenho de Em@
(sépia , carvão e sanguínea)
©

Nota:
Porque é demasiado importante, puxei o post para cima...

BASTA!

Ando a digerir uma cena de violência doméstica a que assisti, há dias, na rua.
Contei-a só a duas ou três pessoas com quem privo virtualmente, porque fiquei de tal modo incomodada, que me custava falar no assunto.
Na altura, intervim, chamei a PSP e depois acompanhei a vítima à APAV. Escusado será dizer que fiquei como testemunha e que terei de ir a tribunal um dia destes...
Mas, na APAV, tomei consciência do número exorbitante de vítimas de ambos os sexos a partir da adolescência. Sim, porque esta coisa da violência doméstica começa cedo, no namoro ou na curte...
Quando cheguei a casa comecei a fazer os 2 desenhos postados anteriormente, entretanto saí no fim-de-semana prolongado e eles ficaram em casa. Só hoje os acabei. E como até tive um telefonema da vítima em questão, resolvi não deixar passar de hoje e fazer qualquer coisa mais acerca deste assunto.

Fiz uma pesquisa muito rápida e:
"40 vítimas de violência doméstica morreram este ano
2008-11-19
Quarenta mulheres perderam a vida, este ano, vítimas de violência doméstica. Esta a conclusão de um estudo que vai ser apresentado, esta quarta-feira, no Porto, pela União das Mulheres Alternativa e Resposta."
Daqui

"Violência doméstica fez 16 vítimas mortais em 2009"
Daqui

"No ano passado 16 pessoas morreram em Portugal em consequência de violência doméstica, mais seis do que em 2008, indica um relatório da Direcção-Geral de Administração Interna a que a agência Lusa teve acesso."
Daqui

Há disparidade entre a primeira notícia e as outras duas, mas eu já sei o que significam as estatísticas...
O que é certo, é que cada vez há mais vítimas a denunciarem casos de violência doméstica.
Sendo este um crime público, nenhum de nós pode e deve assobiar para o lado. Todos temos que intervir.
É um acto de cidadania.
E não nos esqueçamos das crianças, também elas, muitas vezes, vezes de mais, vítimas de violência dentro das paredes que deveriam ser o seu lar, o seu porto de abrigo.

É altura de cada um de nós dizer BASTA e acabar e ajudar a acabar com situações degradantes e irracionais como são as da violência doméstica, quer sobre crianças, namorados adolescentes/jovens ou casais adultos.