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uma gárgula medieval
velha na pedra antiga
vigiou-me o sono em Paris.
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dos meus sonhos
desciam aos pares
criaturas aladas
que cruzavam os ares
dançando em cima de fios
quais equilibristas de circo.
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eram os anjos da cidade
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que das abóbadas
da Igreja de St Merry
assistiam sentados
nas luzes dos vitrais
.
aos concertos do fim de sábado
à tarde.
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uma pena amanhecia-me
nos cabelos
e
eu suspirava colorido
na recordação do sonho.
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Em@
(Agosto de 2009)
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Nota:
Vista de uma das janelas da casa do Miguel Yisrael. As gárgulas estão lá, grotescas como todas, não se vêem bem, pois esta fotografia foi tirada com uma descartável.
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