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terça-feira, 14 de junho de 2011

Apeteceu-me dizer-vos, Boa Noite, assim..

...com a partilha de uma das melhores prendas que recebi no dia do meu aniversário.
quando foi ele?
quem for muito perspicaz com certeza que verificará que eu sou muito pessoana eh eh eh. sim ! tenho como patrono Fernando Pessoa mas, também, Santo António.
ora, a minha amiga, quase de infância, Fernanda Figueira e os seus meninos ofereceram-me esta maravilha que eu amei!!!
digam lá se não é para estar toda babada, heim???

estes meninos têm um blog, que se chama Os Nuninhos do Marmeleiro.
visitem-nos!

domingo, 5 de junho de 2011

Faço minhas as palavras do meu amigo Elenáro...

...porque, para além de assinar por baixo tudo o que ele escreveu, eu fui uma das que fui votar e votei num dos pequenos. já não vou em cantigas do voto útil...

O que vai sair destas eleições.
Hoje, depois dos resultados ainda não totais, ficamos com uma meia boa notícia: José Sócrates, o trapalhão de serviço, perdeu as eleições e não irá continuar à frente do governo de Portugal. O problema é que termina aqui tudo o que de bom saiu destas eleições.

Depois de uma campanha vergonhosa onde tudo se disse excepto aquilo que se devia ter dito, reparamos que os portugueses continuam preguiçosos para irem votar. Dos que foram, retiramos algumas coisas interessantes. A primeira é que a memória dos eleitores é, de facto, muito curta. Paulo Portas já tinha estado no governo e teve a actuação que teve. A sua marca foram uma quantidade infindáveis de negócios duvidosos na área da Defesa Nacional. Duvidosos e que, afinal, pouco trouxeram de "modernização" real às Forças da Armadas. A segunda que se pode retirar é os portugueses gostam muito mesmo das balelas dos políticos.

Na ânsia de tirar de lá Sócrates, talvez ninguém tenha percebido bem que nestas eleições se estava a discutir quem e como irá ser aplicado o "Acordo com a Troika". Para responder a quem, nem sequer teria sido preciso ter havido eleições. É óbvio que seria o trio maravilha (PS, PSD e CDS) a fazer isso. As eleições apenas serviram para satisfazer egos e interesses pessoais de alguns e dos seus compinchas. O problema real surge quando se quer responder ao "como". Isso, o que era verdadeiramente importante nestas eleições, não foi falado. Pior ainda é que foram poucos a reparem sequer na ausência deste crucial tema.

Em suma, os portugueses com uns míseros votos brancos/nulos, uma abstenção semelhante a outras eleições legislativas, quiseram dar um cheque em branco ao PS, PSD e CDS. Depois da bebedeira das eleições passar, vai haver muito choro e lágrimas de quem, hoje, decidiu votar nos mesmos. Nos mesmos que trouxeram o país ao ponto que estamos. Tal como disse nas eleições presidenciais e apesar das influências que possam ter havido durante a campanha de diversos sectores, os eleitores de Portugal escolheram livremente quem queriam que os governassem. Espero que, já por altura do Natal, não haja arrependimentos e que a energia que gastaram a eleger estes deputados não seja transferida para dizer mal deles por estarem a fazer cumprir aquilo que se sabia que eles teriam de cumprir seja lá por onde fosse. Espero, portanto, que a alegria de hoje não seja choradeira amanhã e que se lembrem bem em como hoje se votou.

Para quem não achou que Portas era alternativa em 2005 e que as eleições são sempre para eleger os mesmos, não se esqueçam que hoje tiveram a oportunidade de mudar as coisas e escolheram o mesmo. Aprendam a viver com isso caso isto dê para o torto. Em boa verdade, espero que o futuro me obrigue a engolir estas palavras mas, infelizmente, tal parece-me altamente improvável.

Um bem haja a quem achou que as escolhas de hoje era insuficientes e foram votar e não votaram em nenhum ou votaram num dos pequenos partidos. Obrigado a esses corajosos pois são esses que verdadeiramente querem que as coisas mudem..


Daqui

terça-feira, 25 de maio de 2010

Diga Não À Violência Doméstica

Continuando  a campanha contra a violência doméstica, dou mais visibilidade ao  texto, de sua autoria, que a Sylvia Araújo deixou no comentário que fez ao anterior post.
Muito obrigada Syl, pela sua partilha.Assim, aos poucos, tornaremos esta campanha maior e quem sabe se mais alguém quererá contribuir para a mesma?
Muaaak!

Enganos

Rose sofre. Chega do trabalho esgotada e, magicamente, transforma vinte minutos em horas. Horas de limpar, cozinhar e se perfumar, até virar a mais linda das flores em tempos de seca. Quando Aderbal passa o cartão de ponto no centro da cidade, ela já está a caminho de casa - suando em bicas, até em dia de frio - porque ai dela se o ônibus lotado atrasar minutos, e a mesa não estiver posta sobre a mais alva das toalhas, herdada da sogra já ida. Ele chega invariavelmente irritado, e ela - de sorriso pronto - já lhe tira a camisa suada, ao mesmo tempo em que lhe enche uma das mãos com o destilado do dia. O boa noite, assim como o afago nos ombros, é sempre mão única. Ela oferece, ele grunhe. Só existem palavras não-ditas na sala, vindas do eco vazio da tevê preto e branco de antena quebrada. Um misto de frases de efeito e chiado agressivo, que Aderbal leva pro banho e arrasta descalço pra cama. Rose deita ao seu lado todos os dias sabendo que a ferida mal cicatrizada do ontem vai voltar a sangrar. Ele monta nela e lhe cospe impropérios, enquanto afunda os nós dos dedos no roxo claro das costelas, até ele escurecer e ficar quase bordô - pelo menos ali a camisa encobre os enganos. Em resposta ao dedo em riste do marido triste, Rose oferece sempre seu menor verso. E a si mesma, sua maior dor. A de nunca poder ser quem é. A de nunca conhecer o amor.


Sylvia Araujo

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Diz Não à Violência Doméstica

Há dias iniciei uma campanha contra a violência doméstica. 
Acontece que a Pedrasnuas postou um conto da sua autoria que foca este mesmo problema. Porque gostei do conto, porque o tema é mais do que pertinente, porque gosto da partilha e ela autorizou-me a reblogá-lo vou tentar usar, novamente, uma ferramenta do blogger que nunca usei antes. Disse "novamente" porque há bocado não me saí bem...

***
Libertação

- Mãe, não chore, daqui a algum tempo estarei de volta…
- Oh filha, eu sei, mas isto não deixa de ser uma despedida…
- Mãe nem sei como hei-de agradecer tudo o que tem feito por mim…
- Tolinha, a minha recompensa é ver-te feliz na vida!
- Espere mãe, diga-me, ambas estamos a ver o Johnny aqui?!
- Não acredito, talvez veio despedir-se de algum familiar! Ignora-o simplesmente!
- Ele está parado a observar-me…hum, que pretende agora?
- Esquece-o, nem repares nele, não merece!
- Bem mãe, tenho mesmo que ir… ei… Nós prometemos não chorar, senão eu começo também…
- Vai lá, boa viagem! Qualquer coisa não me poupes…
- Para onde é a ida, Jackie?
- Já há algum tempo que a minha vida não te diz respeito!
- Para mim diz, casamos pela igreja, isso quer dizer que a relação é insolúvel!
- A igreja também fala das obrigações e deveres do marido para com a esposa, e judicialmente estamos separados…
- A culpa foi, é e será sempre minha, eu nunca tenho razão! Tu sabes tudo…
- Agora não, a minha paciência já se esgotou, deixa-me passar, está bem?
- Isso, foge, foge para longe das tuas obrigações! Um dia voltas e eu vou estar aqui para te lembrar…
- Eu não estou fugindo de nada e muito menos de ti, pretendo realizar o meu trabalho de investigação, vou continuar os estudos, uma vez que os interrompi por tua causa…

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Ótica Olho Vivo, reclame

Eu visito, assiduamente, o blog Ponderantes, do meu colega e amigo Valdeir Almeida e de onde trouxe, com a sua autorização, este post que quero partilhar convosco. Muitos thankiús, Valdeir, pela partilha!
"
Imagem: Stock photo

.
Reclame

“se o mundo não vai bem
a seus olhos, use lentes
... ou transforme o mundo
ótica olho vivo
agradece a preferência”


A famosa poesia acima é do poeta Chacal (Ricardo Carvalho Duarte). E abaixo segue meu ponto de vista a respeito dos versos:

“se o mundo não vai bem
a seus olhos, use lentes

A mesma situação pode agradar uma pessoa e causar sofrimento a outra. Tudo depende da personalidade, do equilíbrio emocional e das expectativas de cada um. Porém, para quem se sente desprivilegiado, uma boa alternativa é utilizar “lentes”. Isso faz do horizonte preto e branco uma linha colorida e confortável. Entretanto, esse paliativo não muda a realidade, apenas a mascara.

... ou transforme o mundo
Contudo, se você não quer “tapar o sol com a peneira”, isto é, fingir que o problema não existe, tire as lentes. Veja o problema sem medo. Encare-o. Daí verá que talvez ele não esteja em você, mas no mundo, ou melhor, no ambiente onde você vive.

Possivelmente, você seja uma andorinha solitária tentando inutilmente fazer verão. Sabe que aquele lugar jamais mudará, pois as inconveniências são peculiares a ele. Se não pode reverter o problema, deixe o problema no lugar dele, e mude você mesmo de lá. Saia de mala e cuia.

Por exemplo, no seu trabalho imperam dissabores, humilhações, nervos afiados? Além disso, é um serviço que não valoriza seu talento e esforço? Então, invista em você mesmo e vá à busca de um emprego melhor. Melhor, nesse caso, não significa que não encontrará problemas no novo ambiente, mas se você gosta do que faz e vê que seu serviço renderá, com certeza tirará de letra qualquer situação inconveniente. Você terá mais alegrias do que tristezas (o mundo indo bem a esses olhos).

ótica olho vivo
agradece a preferência”
Pessoas com essa postura são inteligentes, tem “olho vivo”. Não vivem de riscos, mas de oportunidades. A vida delas sempre retribuirá seus esforços, agradecerá constantemente por ter preferido ser feliz.


P.S: Além dos versos, o título também deve ser considerado. Reclame era a designação dada aos antigos comerciais de rádio e TV. Mas neste poema, Chacal brinca com o termo. Reclame é o anúncio publicitário da “ótica olho vivo” (apelo para aproveitar a vida), mas é também um convite para reclamar, não aceitar as situações adversas e ir à luta. "

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

A janela da Flávia

A janela da Flávia
Fotografia de Flávia Teodorico


A minha Janela

Da minha janela
vejo coisas
que muita gente não consegue ver.
Vejo o meu mar,
O meu sol,
A minha terra,
O meu mundo.

E vejo-te a ti…

Lá longe.
Tão perto...,
não porque voas baixinho,
mas sim porque pertences aqui.

Não és tristeza,
Porque não és sombra.
Não és pouco,
Porque não és igual.

És alegria.

És tu!

E com o vento a bater-me no rosto,
espreito-te da minha janela,
De cabeça erguida
mostrando-me que nada é perfeito
mas que tudo vale a pena.

Flávia Teodorico
.
Nota: Eu vista pelos olhos e arte da Flávia. Não me canso de dizer que ela foi minha aluna e que eu tenho orgulho nisso. Digam lá se esta jovem mulher não é uma promessa?
Isto também é partilha.
Obrigada Flávia!