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À noite
deixo no chão as palavras
com que visto a alma.
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espero a manhã nua.
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enfrento o sol
e
permito que ele me vista
com as palavras coladas
por um raio de luz.
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só depois
saio para o ruído do dia
e atravesso a cidade
num instante de pássaro livre
é então
que atiro ao ar
as palavras que dão vida
às conversas dos velhos
nos jardins.
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Em@










