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segunda-feira, 8 de março de 2010

Ainda a propósito do Dia Internacional da Mulher: Violência De Género

Porque é uma das causas de morte da mulher,
porque não é um mal exclusivo das classes mais baixas (a violência doméstica não poupa ninguém, não é um problema de classe social, nem de formação académica) é transversal e grassa na alta sociedade sendo o número de casos entre namorados jovens universitários, uma coisa nunca vista, hoje não podia esquecê-la:

Relembro, ainda, a propósito do Dia Internacional da Mulher

Porque neste dia devemos também ter presentes a luta contra duas das maiores causas da morte na mulher , relembro, a luta contra o Cancro do Colo do Útero e o da Mama,com a ajuda do blogue "A Luta Continua", a quem agradeço.


Cancro do Colo do Útero

Cancro do Colo do Útero
O que é que provoca o cancro do colo do útero?
Ao contrário de muitos outros tumores malignos, o cancro do colo do útero é provocado por um vírus, denominado Papilomavírus Humano. O elo entre a infecção pelo Papilomavírus Humano e o cancro do colo do útero é muito mais estreito do que o elo entre o tabaco e o cancro do pulmão.
O Papilomavírus Humano é muito comum e facilmente transmissível. Qualquer actividade sexual que envolva o contacto íntimo ou genital com uma pessoa infectada pode levar à transmissão do vírus. Não é necessária a penetração, e os preservativos não garantem protecção contra o Papilomavírus Humano.
Este vírus é referido com sendo ‘silencioso’, dado que os indivíduos infectados pelo Papilomavírus Humano não apresentam frequentemente sintomas e, por isso, o vírus pode ser transmitido sem que a pessoa infectada o saiba.

O que é o cancro do colo do útero?
O cancro do colo do útero localiza-se no cérvix – a zona inferior do útero que o liga à vagina. O vírus vive na pele e nas mucosas genitais tais como: vulva, vagina, colo do útero e pénis...

Este tipo cancro pode não apresentar sinais ou sintomas até atingir uma fase avançada. Embora não específicos, alguns sinais de cancro do colo do útero podem incluir:
» Hemorragia vaginal anormal
» Dor durante o acto sexual
» Corrimento vaginal anormal
» Dor na região pélvica

Como pode ser prevenido?
A vacinação contra o cancro do colo do útero como prevenção primária, em combinação com visitas regulares ao médico para fazer rastreio (teste de Papanicolaou) e poder detectar atempadamente qualquer alteração, maximizam a eficácia do programa de combate ao cancro do colo do útero.


Qual é o tratamento?
Não existe um tratamento que elimine o vírus por si. Só a remoção de tecido anormal pode realmente prevenir a evolução de células cancerosas e pré-cancerosas para cancro invasivo.
O cancro do colo do útero pode ser tratado através de cirurgia, radioterapia ou quimioterapia, isoladamente ou em combinação, dependendo da fase de evolução da doença.
O tratamento cirúrgico é invasivo, pode ser agressivo para a doente e pode resultar em infertilidade. A radioterapia e a quimioterapia podem causar efeitos secundários graves a longo prazo, tais como menopausa precoce, problemas a nível da bexiga e intestino, infertilidade e uma menor resistência à infecção.

Factos e números importantes
Apesar do rastreio para a detecção numa fase inicial, o cancro do colo do útero é a segunda maior causa de morte (a seguir ao cancro da mama) entre mulheres jovens (idades compreendidas entre os 15 – 44), na Europa.
A vacina do cancro do colo do útero elimina os tipos de Papilomavírus Humanos que são a origem de 75% dos casos de cancro do colo do útero.
Estudos aplicando modelos matemáticos nos EUA demonstraram recentemente que a vacinação contra o cancro do colo do útero pode prevenir até 91% destes cancros cujos vírus são eliminados pela vacina.

Se tens 17 anos ou menos, vai ao teu Centro de Saúde e informa-te quando podes ser vacinada, no âmbito do Programa Nacional de Vacinação (PNV)

Se tens 18 anos ou mais, fala com o teu médico sobre a vacinação contra o Papilomavírus Humano e quando deves iniciar o rastreio regular. "
II
Cancro da Mama
O que é o cancro da mama?
O cancro da mama classifica-se conforme o tecido em que começa e também conforme a sua extensão. O cancro origina-se nas glândulas mamárias, nos canais mamários, no tecido adiposo ou no tecido conjuntivo.
Apresenta-se, muitas vezes, como uma massa dura e irregular que, quando palpada, se diferencia do resto da mama pela sua consistência.


Para que seja diagnosticado precocemente, é importante que:

*Faça um auto-exame das mamas mensalmente, após o período menstrual;
*Vá ao médico especialista em patologia mamária uma vez por ano;
*Participe em programas de rastreio.


Tratamento
A escolha entre os vários tratamentos depende do estádio da doença, do tipo do tumor e do estado geral de saúde da paciente.
Dependendo das necessidades de cada doente, o médico poderá optar por um ou pela combinação de dois ou mais tratamentos.

Cirurgia
Radioterapia
Quimioterapia
Hormonoterapia

Factos e números importantes

O cancro da mama é uma das doenças com maior impacto na nossa sociedade, não só por ser muito frequente, e associado a uma imagem de grande gravidade, mas também porque agride um órgão cheio de simbolismo, na maternidade e na feminilidade.
Em Portugal, anualmente são detectados cerca de 4500 novos casos de cancro da mama, e 1500 mulheres morrem com esta doença. Por dia são detectados 11 novos casos e morrem 4 mulheres.

Factores de risco:

Idade
História pessoal de cancro da mama
História familiar
Algumas alterações da mama
Alterações genéticas
Primeira gravidez depois dos 31 anos
História menstrual longa
Terapêutica hormonal de substituição
Raça
Radioterapia no peito
Densidade da mama
Obesidade após a menopausa
Inactividade física
Bebidas alcoólicas

Reblogado do A Luta Continua .
Muitos thankiús!

domingo, 7 de março de 2010

Dia Internacional da Mulher

Porque ainda há mulheres invisíveis no mundo, pois nem direito a registo têm, quanto mais a voz... aqui fica a história deste dia:



E para que deixem de haver Luísas como esta, tão bem retratadas pelo nosso grande António Gedeão (Rómulo de Carvalho):



Eu como mulher assumo o compromisso de lutar, sempre, pela minha visibilidade e pela das minhas companheiras!
E agradecerei, sempre, aos homens que se revelem companheiros na luta pelos nossos direitos. Porque los hay, hay! :)