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terça-feira, 5 de junho de 2012

Do álbum Por.menores___Por.maiores e um gesto de amizade

Fotografia de Em@ 

Por menores
ficam em mim os teus sulcos 
pormenores de nós nas paredes 
dos tempos


Ana Almeida http://www.analmeidices.blogspot.pt/


 * dedicado à Emiliana Silva, autora desta foto

Amei o gesto da minha amiga Ana Almeida e o poema que fez, para fazer companhia à minha fotografia, no seu blog, linkado acima.
Em@ foi o nome que escolhi para o meu blog e que quis que se mantivesse anónimo durante o tempo necessário.
A partir do momento em que comecei a publicar as minhas coisas no Facebook, o anonimato foi-se.
desde o liceu que muitos amigos me baptizaram de Emi. Portanto, foi só trocar o ''i'' pelo ''@''.
Mas eu gosto muito do meu nome :))) e ainda + do Em@:








quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Com Dedicatória, Porque Os Amigos Não Se Esquecem

.

.
Para o Clap.
Temos encontro marcado para gargalhar e partilhar momentos de criatividade com os amigos.
Juntos somos sempre mais fortes, não é, Anabela e Clap?

domingo, 29 de agosto de 2010

Aviso à Navegação

Tenho a honra e o prazer de anunciar aos meus amigos, seguidores e /ou leitores, o nascimento do blog(ue) do meu amigo Miguel Loureiro .
Tenho a certeza de que será um lugar onde teremos qualidade, dignidade e crítica assertiva.
Convido-vos, pois, a visitarem e seguirem o "Contra-facção!

Longa vida ao blog(ue) , e a nós!
Tchim, tchim!!!

domingo, 22 de agosto de 2010

Tarra e Bella : um exemplo



Comentário:
o que é que falta à maioria dos animais racionais para se andarem a matar uns aos outros???
se um elefante e um cão podem ser assim tão ligados , será que é da ração?? bora lá então adoptar a ração deles.

sábado, 6 de março de 2010

Da Sociedade

"AMI acusa responsáveis da Educação de inacção no caso da criança de Mirandela

Várias organizações de defesa dos Direitos Humanos subscreveram hoje uma carta aberta a criticar a “inacção” dos responsáveis pela Educação no caso da criança de Mirandela que alegadamente se suicidou após reiteradas agressões na escola.
A carta aberta dirigida ao Ministério da Educação, Direcção Regional de Educação do Norte (DREN) e ao Conselho Directivo da Escola E.B. 2,3 Luciano Cordeiro é subscrita pela Amnistia Internacional Portugal, AMI - Assistência Médica Internacional, Associação Portuguesa de Apoio à Vítima, Margens - Associação para a Intervenção em Exclusão Social e Comportamento Desviante e OIKOS - Cooperação e Desenvolvimento.

No documento com o título “Morreu para evitar agressão de colegas”, as subscritoras convidam “todas as escolas do país a, segunda feira, às 11:00, fazerem um minuto de silêncio em homenagem ao Leandro”.

(...)

“Todas as grandes personagens começaram por ser crianças, mas poucas se recordam disso.” Antoine de Saint-Exupéry

Daqui

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Quem fala (se) liberta-se!

"O homem está pronto para tudo desde que lhe seja dito com mistério;quem quer ser acreditado deve falar baixo.
(Malcolm Chazal)

Os bons "escutadores" andam desaparecidos e nos fazem muita falta. E aí, quando temos poucos dispostos a nos ouvir, criamos diferentes maneiras de comunicar as nossas alegrias, dores e angústias de ser humano, como também nossas bestialidades. Amplia-se, então, geralmente, ainda mais nossa incompreensão por parte dos outros.

O fato é que temos necessidade de comunicar aquilo que nos incomoda, que nos irrita, que nos prende a nós mesmos. Falar é sempre um ato libertador, porque nos permite uma melhor compreensão de nós mesmos e dos outros. É também constante busca de compreensão, pois viver na eterna incompreensão gera desilusão e descrença nas possibilidades humanas.

Nossos relacionamentos interpessoais tornaram-se desacreditados, controversos e complexos porque, na sua maioria, são interesseiros. Comunicamos o que nos convém comunicar. Ouvimos, interpretamos e falamos aquilo que nos traz status e reconhecimento social, sem nos importar como os outros nos vêem, nos sentem ou nos percebem. E nem sempre medimos o que falamos.

É custoso dizê-lo, mas não existe emancipação do ser humano sem uma boa comunicação. E o privilegiado exercício da fala e da escuta torna consciente o que somos, o que pensamos e o que sentimos. Mas é um caminho arriscado que muitos temem percorrer, porque falar verdadeiramente aos outros sobre a gente mesmo significa desnudar-se, expor-se, abrir-se. Muito bem contemporiza Charles Brown Jr. numa de suas canções: "se perguntarem prá você/ o que falar sobre si mesmo o que dirá?/ dirá que sabe o que não sabe/ tudo aquilo que jurou nunca dizer, por que? pra que?".

As verdadeiras amizades e os relacionamentos sinceros engrandecem a vida do ser humano, tornando-o mais expansivo, mais aberto e mais liberto de suas angústias e sofrimentos. Geram confiança, imprescindível na fala e na escuta. Esta confiança, por sua vez, não nasce do acaso. Nasce como conquista, na lealdade, franqueza e sinceridade e vai se constituindo em relações de reciprocidade entre as pessoas.

Como nos revela, o exercício da fala também nos amadurece, nos torna mais sábios e mais conscientes no uso das palavras. Já disse Aristóteles: "o sábio nunca diz tudo o que pensa, mas pensa sempre tudo o que diz". É, falar bem não é só uma questão de estética, construção gramatical ou retórica, mas é uma arte que nos exige ponderação, discernimento, bom senso, coragem, leitura de realidade, análise do contexto, consideração e respeito ao outro a quem dirigimos nossa mensagem. Sim, porque o que conta, afinal, é ser bem compreendido e bem interpretado.

Seres humanos realizam-se plenamente quando sujeitos, emancipados e livres. E permitir possibilidades da fala e da escuta aos outros é mais do que um gesto democrático e de cidadania. É, antes de tudo, uma atitude pedagógica que permite a cada um reconhecer-se como sujeito de pensamento e de ação. Todos falam, mas nem todos são ouvidos e bem compreendidos. E é lamentável que muitos acreditem que escutar os outros é perder tempo. Perdem-se, então, muitas possibilidades de vida e de liberdade.

Quem fala se liberta e quem escuta permite a si mesmo e aos outros que o mundo e as consciências se alarguem, permitindo que aconteça o que é a maior busca de todos: a felicidade.

Nei Alberto Pies

Nei Alberto Pies, professor e militante de direitos humanos.
Fonte: Centro de Filosofia Educação para o Pensar -Boletim O dia D -Ano 2 - nº 63 de 07/02/2008"

Nota:
Rebloguei do blogue da minha amiga e colega do Brasil, Marise von -
http://filosofarpreciso.blogspot.com/
Obrigada, Marise!